terça-feira, 26 de outubro de 2010

Qu{ando}

Só você sabe,
diexar as coisas
fluir o mundo
receber os beijos,
que a vida nos tráz.

Ouvindo suas canções verdadeiras,
traduzindo seus sinais
 com um gesto sabendo rir,
 não ser tão severo.

Pairar sob o tempo
ele vai dizer
onde está o presente
e quando se deve lançar,

dando a opção pra rever
tudo que foi e continua,
a pista está na rítmica
de sua transição.

É importante ouvilo
mesmo num coletivo
observar sua passagem
e sentir o clima da paisagem.

A intempérie do tempo
é conhecer seu temperamento
na permissão do assovio
ver oque da pra(fa)zer.

domingo, 24 de outubro de 2010

Faces e máscaras

A cara quadrada
está entre os rostos
mais belos de todos.

A cara fechada
entre os outros
é a mais triste.

A cara lavada                                                                     * ESTUDIOZ *
está em volta                                                                                                                 
dos políticos honestos.

A cara de pau
nos autênticos,
nos poetas.

A cara pintada
nos antigos índios
 na selva,e nas memórias
dos manifestos.

Amanhecer

Na orquestra dos grilos
as cigarras ossilam,
no fundo apita o trem,

uiva o coitado
o cachorro do lado,

a inssônia acarecia
seu corpo sonâmbolo,
não há memórias
só um intante.

O silêncio cortado
pelo canto do galo,
e o gotejar do relógio
de ponto em ponto
costura as horas a fio.

Madrugada sem estrelas

Depois do amor
a morte chegou
e os filhos se evitam
no ultimo suspiro.

E a saúde da filia
não está como daquelas
familias abastadas,

e a fome da vida
reina até no escuro,
 em todo amanhecer.

E a beleza
gera calafrios,
mesmo sem a luz
somos infinitos.

Destino,corpo,cabeça e alma.

De um nada se vê
somos amados,
por nada se vai
somos desalmados.

Nú venho
ao mundo,
de tudo
voltarei despido.

A aminésia percegue,
as curvas de suas coxas
é oque me lembro,
de sua fisionomia.

A alma cascuda
de alguns animais
fazem eles
sobreviverem mais.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dom

Divino,
o imprevisivel
revela-o.

As diferenças
trazem a cura,
no vício está
o mal que se repete,

nas crianças que são
vestidas como gêmeos,
mesmo tendo um ano
diferentes na idade.

Severos condicinamentos
em pequenos getos,
eles nunca curtiram o passado
nem ouviram o mesmo som.

Segredo

O sucesso vem com a
constância do objetivo
mesmo desertico o horizonte
caminho no couro do burro.

Esperando uma centelha de luz
para o mundo,
nessas montanhas
de minérios sem fim.

Nas Vernex perambulando continuo,
temo não deichar o meu recado
o desertor encontra seu tezouro
naquilo que provocou o seu pecado.

Diante do cominho de pedras deviei,
insatisfeito com o lugar da queda,
conspirei contra as janelas
que insitia ostilidade no olhar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

THE CURE

O que cura o fim de um amor é outro,e na dor o choro é que alivia.A alma regada com o frescor das lágrimas mornas conduz o calor nessa nostalgica melancolia.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Diálogo


Construo meus uni-verssos

No precário papel escaço

Ninho esquecido desabitado

Mas onde as lembranças

Do à-feto enterrado

Me tráz o afago

De amor dobrado

No meu averço

Verssos de alma

Malhada.

Como sentirão o que faço?

Talvez sinalize uma virada

Compassado onde ser,

É temperamento e espaço

O céu acariciado com cores de mim.

Tremor

A estação esta vazia
uma loca motiva levou ,
meus vagos pensamentos,
mãos, pernas e braços.

Meu cérebro vidrado palpita
assentado no desgosto frio
era um esforço inútil,
a razão perdia espaço,

A cabeça goza
os pés descalços
apego ao morto invalida,
o presente que passa, vadia!

Se quebrantado fosse
livraria desse pecado
me perco no apego,
 ordinário, original imaginário.

Confecionário

Ás sombras não me ameaça


Como aos que tem medo do escuro

Mas na luz que se é revelado

O que na penumbra se escondia

Estou no trono entrevado

Falando da luz que havia.

Quando minha hora chegar

Você vai chorar lagrimas de apego

Nem rezas nem patuás salvarão

Seu pranto e o meu encanto

Palavras falarão aos ingratos da fossa.

O meu gozo é o seu tormento

O meu defeito esta em você

No olhar que me olha e julga

Assim aprisionado no banho

Olho para o ralo e alegro

Em ver a água escorrer como as lagrimas

Que na face secou.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...