terça-feira, 5 de junho de 2012

O Nálfrago

Passava pelo parque central
para encurtar o caminho
dessa cidade enlouquecida
chamada de Belo Curral.

A tarde dormia
e fechavam as saídas
me encaminharam
para uma sala quase escura,

Com aspécto de alfândegas espanhola,
um psicologo recebia os convidados
observaram minha conduta,
algo atrás de mim flutuava.

Uma voz suave anunciava
a fila os levará a liberdade,
reconhecí Bete uma amiga poeta,
me sentí em casa.

O rapaz se apresentou
como policial da cívica psicológica
quase nada entendia
ele inssistia e perguntava:

Porque Bach e não Betoven
nas minhas paixões?

Disse a ele que era pintor de poesias
ví almentar seu entusiasmo,
seus olhos pasmos
de pescador de almas.

Quando a isca pegava um peixe
eles aplaudiam e recitavam poemas
em homenagem ao pelegrino da arte
a sala agora iluminada por olhos que brilham.

Na saída todos embebecidos, de alma lavada
com as esperanças garantidas
no universo amplificado.

Sentí taquicardia
minha língua enrrolava
achei que era um infarte
más era apenas desejo de palavras.



Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...