segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Divagar no Andor

Aquele sofá jogado na esquina
sem mais acomodar,
tornou um desconforto
servido ao fogo.

Aos pouco deteriorando no relento tempo
chuva e sol no desgosto
fosco coração
emborcado para o céu.

Muda de corpo
de cor roxeada
finda em brasa
encoberto por volumosas
 núvens revoltas e funaça.

Anuncia um temporal
apressando os passantes
com duros cristais
vindos das camadas
 de massas poluentes.

Para as correntesas os escombros
uma jangada se fez
e percorre o todo em calma e leveza
como barricada que obstrui os fluxos.

Agora é quem responde
pelas partidas e chegadas
que inunda com lágrimas
a amargura das pobres casas.

Deixando a mostra
o lado desabrigado
do esquecimento
no horário nobre da mídia,
dos noticiário.

 

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...