sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Antonin Artaud - Sur le suicide

Sina Confidencial

Você nasceu assim
o mundo quer abraçar
traços logorreicos no DNA,

E se derrete em deboches
para me ver esquentar
compreende só oque vem de fora
o meu caos quer ordenar.

Nesse lugar dilatado
os fragmentos são aumentados
adoradores religiosos
analfabetos desdentados
com areia constroem pantanos.

Nas lágrimas do céu
tudo vem a baixo
o choro da terra
mistura-se em lama.

Confronto no desconforto
canto poemas aos cegos
crio movimentos aos surdos
diálogo com os desprovidos da fala.

Somos capazes
se há desejo e fé,
reinventaremos o mundo
juntando seus cacos,

E preenchendo suas falha
partiremos à glória
florecendo no céu
oque saiu do lama.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Pássaro de Fogo

Derrama em razantes melódicos

soprando o cabelo vermelho da moça

carregando no braço tatoado

um Ulisses de Joece e um sorriso de criança levada.



Tento não esquecer essa imagem

um anjo caído com crista de galo

pés de unicórnio alado

no peito verde escamas de lagarto.



No impulso atonal de euforia

literal melancolia dramática

bravo concerto de flautas e baixo,

encontro orquestral para um dia sem vida.



Traços bem feitos em cores táteis

azul profundo em galhos secos

frutos de pelos entre o enrredo

recomeço Instravink em sonho,canto o trágico.

Besta

Para que correr tanto
se o dia tem 360 graus
e o ano sempre vai embora
mesmo o desejo reprimido se escapa.

Extensos em horas bestas
em horários de picos
aflora as desonrras
sigo perseguindo as paixões,


como geminiano convícto
componho homenagens a Carlos
o mestre amargo me traz um alívio
como na dureza do pai

que derreteu com o tempo
vida longa ao Sentimento do Mundo
que em vida tem apuro
Mandela é um grande querreiro.

Féu

Em dias de fúria
sou o silêncio
gritos por dentro
soturno meu ar é feito.

Dança um estrela pontiaguda
no meu cáustico estomago
bate um coração
mergulhado em ácidos.

Não imaginava chegar tão longe
mudei brutalmente de itinerário
meus nervos em poesia transformei
regreço ao mundo permaneço.

Diluentes noites lunar
consumo alegrias em taças
tiro o amargo da boca
vejo espumar o vinho brando.

Intorpessência

Impregnado de Pessoa
vejo homens com a alma fétida
que sente de dentro pra fora
um toque no cú.

E com um maço de notas
que custou seu enterro
penteia as memórias
osganizando desespero.

O pulso interno não da sucego
todo recurço resulta no medo
mem o inferno a distância
o livra do serco,

saqueadores que resgatam do fogo
só os pecadores, e nas suas bagagens
deixam para traz os pseudos pastores
que depositam a fé no pesadelo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Balada do sono perdido

No leito tenho gosto pelas beiradas
ela gosta da beira das beiradas
e de embalar no meu peito
seu sono profundo.

Com a compania dela
durmo mesmo sem sono
ela na minha cama
não tem sono que a faça dormir.

Sonambulo leio na cabeceira
um livro sem nome
lembranças do nome nunca
descosturo da boca as pregas.

Dou guarita a Jim Morrisson
entre as minhas palavras
sua musica na minha memória
ouço tocala Tame Impala.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Pequenas Atitudes (mesquinhestude)

Poemas são como nuvens
um perfume da alma que ezala
desmanchando no ar.

Nos meus sonhos abro
um livro imaginário
escritos na brisa
o conto dos pássaros.

Leio no silêncio
os ruidos da casa
sinto o gemer das paredes,

cada gota que cai incistente
 clama na janela o dia
 amanhece abundante
o primeiro sinal de Janeiro.

Como o mofo que toma
a parede branca
no decorrer das horas brandas.

Um novo ano se desabrocha
tão cedo minha boca inflama
não para de falar do impossível
no meu livro penssante.

levo o invisível oa cotidiano
para dar visão aos cegos passantes
enrredo para casais romanticos
romances para casais distantes,

compania para quem está só
alívio para quem sente dor
descanço para quem espera a volta ao pó
poesia para um sonhador.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...