domingo, 29 de novembro de 2015

Declínio

Rumo a nociva escuridão
Sua prolixa natureza
Sobre as leis de olhos vedados
Permanentes no poder
Nunca saberemos seus planos
Só conscientes e despertos
Eliminará essa curia recorrente
Muitos interesses
E poucos sentimentos
Onde estiver um sitio
Numa ilha de cimento
Estará os malfeitores
Criando paraísos infernais...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Cronistas

Os valentes fogem
Enquanto a guerra alastra
Pedras contra os opressores
Já não há tempo para flechas
Tribos inimigas entre irmãos
Sigo eremita na década terça
Novos fios brancos
Escondem a juventude ideal
Armo as crianças
Com escudos musicais
A fortaleza da poesia
Cobre o jardim da morada
Na porta uma estrela
Só os benvindos aqui
Aqueles que quer unir o coração
Pacificamente contra
adversários
De espirito livre
Confiante na peleja
Violões e pincéis
Telas e canetas
E um convite a toda vizinhança
Para estar perto dos querubins.






terça-feira, 26 de maio de 2015

Canto

Assim que canta galo
Bocejo elevando
Bons pensamentos
Fogo na água do bule
Vaçoura no chão do terreiro
Biscoitos de cão espalhados
Comida para gata maluca
Clara foi na carruagem
Sobra um restos de alma
Milho para galinhada
Café da leoa insaciada
As mãos de gelo
Esquento no saco
 Volto a cama desarrumada




sexta-feira, 27 de março de 2015

Vendas



ópera

Ativas maldades
Diante da beleza
Chagas companheiras
Nas depravadas cobiças


Desculpas rasuradas
Devastam oque é bom
Injurias em fosso desprovido
Vendido pelo apreço carnal


Canto em espirito revolto
Na luta corpórea mortal
Entre sonoros eletrificados ruídos
Contratempos de julgamentos de cão


Abaixo da lei
Congregações alienadas
Nos prazeres comerciais
Praticantes de intolerâncias


Modero o consumo
Nas dependências escravas


Saudosos conteúdos
O paraíso é um circo
Desobedientes adolescentes


Um beijo na morte
Afetados organismos
Abstinências femininas

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Vivalismo

Poli-traumatisa
Bebedeira na ladeira
Não quer mais travas
Segredos indecifráveis

Mergulha no mar
Indulgente sem conseitos
Sem glamur de sangue puro
Mangalargas ou burrus adestrados

Poli sem chinelos
Na angustia do malheiro
Perto do fim
A ilusão da quarta feira

Segue a fila
Regadas na sevada
As privadas dos quintos
Palavrório e desassocego

Neutralidades

Cada dia temos mais um disfarce
Um presente a menos
Para compartilhar na realidade
Desfrutar a convivência
Escrever histórias
No tecido da pele
O corpo da memória
Afetos nos olhos
Verdadeiras amizades
Como um grafite no muro
Seremos apagados
A qualquer hora.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...