terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Poema Crônico

Respiro ar comprimido
Janelas todas cerradas
O bafo embaça o vidro
Corpos espremidos
No aperto da lata

Olhares se enfrentam omiços
O sofrimento inobrece o umilhado
desculpe o pisão no pé
enlouqueça no abuso do espaço

Viajens curtas são interminaveis
Em tempos modernos impera vaidade
No desfilar de carros próprios.

Violetas Abandonadas

Um supremo instante
Caminha no silêncio
Breve é a visita
 à terra despida
Sorrindo a cantos largos
e dentes em falta
que trouxe a idade
com acentuada curvatura da coluna
O resmungo de um século de vida
Diz que seus cabelos
não se prestam ao corte
a beleza não é conserva
e bom doar com amor enquanto podes

Tricórneo

A sinceridade do vagalume
é que mata o tempo

Aludindo nosso espirito
com a luz de um assovio
que sopra e vai com o firmamento

A cabeça sonha como astronauta
Invejando o traço
da pequena libertária

Na música respondo o pranto
com vitalidade a novas experiências
numa dança de uma afetiva intuição

Finório

Lenta é a resposta
onde nem me intereça ouvila

Fumo apertado no guardanapo
queimo neurônios esperânçosos

Escrevendo no tremor do esqueleto
cada palavra é um osso
que arranha no couro
dizendo a dor que sofreu num dia seco

Abaixo do sol
que nem tudo revela
na sombra saciado
no sussurro da noite

Filme Cubano

Aos cem anos
quase nada se avista
apenas o arcoires pousado ao seu lado
e os vultos dos tataranetos
no passeio de domingo

Em cadeira de balanço
ela ouvia um tango
na lembrança
um filme cubano

A bagagem pesada cercava a cena, 
com tantas lutas vencidas e perdidas
mas sempre asteada a bandeira vermelha
da caravana do circo

As amizades fantásticas
construidas nas estradas
de um ciclo que é a propria cina
problemas dispisto no molejo do bambolê
 

Lago de Dentro(Sem Destino)

Peixes na superfície
Em busca de ar

Pássaros voam
No reflexo do céu

Nuvens gordas
Boiam no lago

Um pato desfila
Como ciclista
A incomodar
O baile do cardume

Uma brincadeira de cágados
Querendo trepar
Num frenético
Sobe dece

Com um sinal
Vermelho na crista
Uma áves esquivam de outras
Na margem sem fim.


 

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...