Ao som negro das Origens
Belas artes transitava
Radiantes alvéolos cintilantes
Em curvas Longe líneas esquivava
Arte preta vestidos de branco fosco
Brincavam de tocar espíritos
Sobre as folhas de mangueiras centenárias
Bem diziam e evocação santos afros
Sob o cinzento céu de Itabira
Cada Ori com suas nobres linhas
Fecundavam delírios generosos
Machos e fêmeas transpirava libidos
Filhos dos deuses derramando encantos
Destilavam Pessoa, Drummond e Simbolistas
Erguia a voz um homem transmutando
Semeando pura beleza ancestral
O poeta parteiro do agora
Sente na alma a nudez embriagada.