terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Estrada

O cão da favela morde
um gordo inútil fardado interroga
pergunta sem buscar respostas.

Busco uma chance
de escapar do bizarro
é plausível e honesto.

Ele achava que não existia
resposta importante
quanto a sua pergunta,

quer converter seu poder
em riquesas sem valor moral
são piratas das esquinas.

Se sentem o centro do mundo
do eixo estou no centro do centro
confundi tiros com palmas,

e crinças escondidas na estrada
recebiam o novo morador
que saiu de casa distante dali

do conforto para as garagem
e propriedades alugadas no morro.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Novas pinturas

Sonhei prever um acidente
tentava não deixar acomtecer
fiquei alerta ao extremo
esperando o carro desgovernado aparecer.

Duas crianças na cena
elas que tento salvar
antecipo avisando os amigos
mais vítimas lá averá.

No momento que chego na praça
avisto as duas crianças
o carro aponta na estrada
corro e pego-as e entro no metrô,

 seguindo a multidão em desespero
os amigos se disperçaram na confuzão
do acidente varios caidos no ponto de ônibus,

quando acordo dentro do vagão
não vejo mais as crianças
ao fazer grande esforço para lembrar
desmaio sem conhecer o desfecho.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Riscos de Urubú

Com bico de pena
trago na superfície
uma palavra de alento
para além dos riscos
 que o ofício oferece.

Oferendas para um risco de vida
com o isolamento se protege
relações não lamentadas
seja tigres ou tigresas,
previnam com unhas e dentes.

Olhando para jovens mães
que infeliz esperam longo tempo
acariciando a barriga sem desespero.

E quando os pequenos chegam
são pura alegria,
chupando o dedo do pé
sorrindo e fitando quem se avista.

Na descoberta do chão
 bolinhas de cabritos é biscoito
quanta comida cata com a mão,
pasta de dente é peixinho,
formiga é carro sem direção.

Depois das três primaveras
já telefona as amigas
pedem para dormir fora
brincam de gente adulta
contam histórias e querem se apresentar.

Toca teclado,coreografa,desenha e pinta
e chinga horrores se não acompanharmos,
faz pirraça,seu feio e seu bobo,
más sem lamentar logo se esquece
e adormece no colo do pai.

Paranoide

Para ouvir desligo o rádio
Michel que me perdoe
más há ruidos infámes
nos cantos escuros da casa.

Perssigo sugadores de sanque
crianças nadam na calçada
penço em fazer um registro
espero a confusão aumentar.

Destrincho a passiência em pedaços
como espelho quebrado
os  importunadores debaixo dormem
vejo envolto no fosso,

dei voz ativa as crianças
criaturas mandantes ilárias
todas elas barulhentas
pençam ser grandes.

you

A aprocimação
eo distânciamento
é você quem faz,
estou sempre aqui
ao seu lado deitado
a esquerda da cama,
mudar de lugar
é apenas trocar
a sua respiração
no pescoço
para sentir
o calor
de suas costas.

De Monet

Tem lá no quarto
um quadro copiado
custou muito barato
nele se avista o mar.

Ao fundo pingos de verde
na superfície um jardim
girassois laranja de caule negro
crianças na escada sombras no terreiro.

Farois e plantas fazem do relevo
algo único quase sem medo
tudo se funde e transparece a beleza da luz
que o pintor nunca se esquece.

Em meio a folhagem pessoas vejo
mas elas se vão ,
para o meu eterno desassocego
não sei se fazem parte ou eu que as quero ali.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vida Pictórica

Você deixou meu universo marrom
o céu perdeu a cor
nada brilha em minha paleta
chamei de tolo um quadro de Cristo.

Estacas apontam sua face
seu suor de sangue escorre ínfimo
com olhos lânguidos mira
ao espectador sopra uma luz.

Quem por alguem hoje morreria,
os outros caídos são invizíveis
e o pobre na praça canta vercículos
captando imágens que foram poluidas,

tentando rasurar ao máximo
sem reverências aos mortos
sem perder ninguem de vista
diante do rosto que por fim foi roubado.

Língua de Plástico

Com estupa encharcada
de azul manganês
debruçado em branco
sem pudor só timidez,

deixando rolar e construindo sua face
com mínimos toques desestruturando,
olhos, boca, nariz e pincel como
chifres em cores decoram seu couro.

Um pequeno ponto
desfarce de lágrimas
gotas vermelhas no canto  caolho,
imagens fantásticas enroscam em cores.

Furo de velho e mau conservado
valoriza o conceito do tempo escarço,
a perenidade da busca sem enclaves
na paz da resposta de um auto retrato.

Sinal

Suas mãos díspares tocam
a natureza traz o musgo,
florecem petalas cintilantes
que sobrevoam no seu delicado olhar.

No esterco enterram suas raizes
e abraçam os tentáculos inimigos
na tv que almenta os fantasmas
eletrizada poesia misturada,

em todos os cheiros de varias estações
da sacada do hotel se vê
 o pulçar da avenida
choro com tom de despedida
ferida de lira e voz roucamente dolorida.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Montanha Negra

Caminhos estreitos perpasso
arbustos de espinhos arranho
ergo meus braços na busca
procuro um sinal do meu rastro.

Adentro grutas escuras
fico cada vez mais izolado
assim sinto estar bem perto
da pedra que o louco
esquenta seu peito.

Uma moeda atribui
paraliza os penssamentos
quase um náufrago
indigno tormento.

Com uma blusa de seda corroida
calçado maldito sapato
com sola de carne a vista
já não fazia sentido amarrar o cadarço,
más era uma estrarégia que ele recorria.

Guri

Foi criança elevada
abrigava debaixo de pontes
cama de papelão enrroscava
em casas de praia dorme.

Em trens de cargas pegava carona
na pissina de soja mergulhado
aos bandos viajava a Vitória
irmãos,primos da quebrada e sua amada.

Eles cantavam com alegria
pela glória de estar no mar
uma bela canção do ocidente
fugiam do horizonte acidente.

Afonsso Pena e Andradas
eram suas sercanias
na hospitalidades
que os afins se uniam,

mas a cova,
o terror eo laço
na morada da rua
sobre eles vinham.

Dra.heroína

Você fez de um homen,
Três homens grandes
e com eles fez,
três grandes homens.

Construiu com seu dom
uma grande familia
rara qual diamante,
fez da vida uma constelação.

Diva nas festas,
um gosto inebriante
mesclando preto com cinza
e vermelho puro sangue.

Vendo o mundo em declínio
com seu olhar vilgilante
tem sempre um carinho
e um receita vibrante.

Contrapatia

Fui revelado no lua nova
por um louco com olhos de áquia,
que para falar das próprias vanglórias
devemos estar dentro de nós com o olhar rasgado.

Com a língua verde
de bater nas relvas,
bebendo do vinho
com taças de lágrimas.

Penssamentos sem vivências sordidas
e provocações eufóricas do tormento
perder os sonhos e conssumir pesadelos.

Contrapatia sim,
engana aquelas que conssolas
nas pobres sequelas,puras vadias 
em contextos nobres,a revelia
como metralhadora
na mão de maliciosas traíras.

Um felino de alma negra
que envoca a tribo na rítmaca,
inssípidas frases que compos
ao cair de um berço azul.

Caminhou por terras quentes como lavas
poesia trituradas com gosto de fel,
sendo defecadas no gentilador.

Brinde as Traças

Os livros são
a alma da casa,
um corpo sem alma
é pior que,alma sem corpo.

Conspirei com sincretismo
sendo o  eversso dos religiosos
fando de Deus com anarquismo.

Enveludei o chão cascudo
roubei os olhos das caras publicadas
fui generoso com a virgem dama,
o estomago gemia então contava piadas.

Um fictício lorde apressava as horas
ditava que o tempo é pouco
para suas tramoia,

tendo todo tempo do mundo
e podendo morrer agora.
Pois a pressa no amor
é ejaculação precosse.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Qu{ando}

Só você sabe,
diexar as coisas
fluir o mundo
receber os beijos,
que a vida nos tráz.

Ouvindo suas canções verdadeiras,
traduzindo seus sinais
 com um gesto sabendo rir,
 não ser tão severo.

Pairar sob o tempo
ele vai dizer
onde está o presente
e quando se deve lançar,

dando a opção pra rever
tudo que foi e continua,
a pista está na rítmica
de sua transição.

É importante ouvilo
mesmo num coletivo
observar sua passagem
e sentir o clima da paisagem.

A intempérie do tempo
é conhecer seu temperamento
na permissão do assovio
ver oque da pra(fa)zer.

domingo, 24 de outubro de 2010

Faces e máscaras

A cara quadrada
está entre os rostos
mais belos de todos.

A cara fechada
entre os outros
é a mais triste.

A cara lavada                                                                     * ESTUDIOZ *
está em volta                                                                                                                 
dos políticos honestos.

A cara de pau
nos autênticos,
nos poetas.

A cara pintada
nos antigos índios
 na selva,e nas memórias
dos manifestos.

Amanhecer

Na orquestra dos grilos
as cigarras ossilam,
no fundo apita o trem,

uiva o coitado
o cachorro do lado,

a inssônia acarecia
seu corpo sonâmbolo,
não há memórias
só um intante.

O silêncio cortado
pelo canto do galo,
e o gotejar do relógio
de ponto em ponto
costura as horas a fio.

Madrugada sem estrelas

Depois do amor
a morte chegou
e os filhos se evitam
no ultimo suspiro.

E a saúde da filia
não está como daquelas
familias abastadas,

e a fome da vida
reina até no escuro,
 em todo amanhecer.

E a beleza
gera calafrios,
mesmo sem a luz
somos infinitos.

Destino,corpo,cabeça e alma.

De um nada se vê
somos amados,
por nada se vai
somos desalmados.

Nú venho
ao mundo,
de tudo
voltarei despido.

A aminésia percegue,
as curvas de suas coxas
é oque me lembro,
de sua fisionomia.

A alma cascuda
de alguns animais
fazem eles
sobreviverem mais.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dom

Divino,
o imprevisivel
revela-o.

As diferenças
trazem a cura,
no vício está
o mal que se repete,

nas crianças que são
vestidas como gêmeos,
mesmo tendo um ano
diferentes na idade.

Severos condicinamentos
em pequenos getos,
eles nunca curtiram o passado
nem ouviram o mesmo som.

Segredo

O sucesso vem com a
constância do objetivo
mesmo desertico o horizonte
caminho no couro do burro.

Esperando uma centelha de luz
para o mundo,
nessas montanhas
de minérios sem fim.

Nas Vernex perambulando continuo,
temo não deichar o meu recado
o desertor encontra seu tezouro
naquilo que provocou o seu pecado.

Diante do cominho de pedras deviei,
insatisfeito com o lugar da queda,
conspirei contra as janelas
que insitia ostilidade no olhar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

THE CURE

O que cura o fim de um amor é outro,e na dor o choro é que alivia.A alma regada com o frescor das lágrimas mornas conduz o calor nessa nostalgica melancolia.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Diálogo


Construo meus uni-verssos

No precário papel escaço

Ninho esquecido desabitado

Mas onde as lembranças

Do à-feto enterrado

Me tráz o afago

De amor dobrado

No meu averço

Verssos de alma

Malhada.

Como sentirão o que faço?

Talvez sinalize uma virada

Compassado onde ser,

É temperamento e espaço

O céu acariciado com cores de mim.

Tremor

A estação esta vazia
uma loca motiva levou ,
meus vagos pensamentos,
mãos, pernas e braços.

Meu cérebro vidrado palpita
assentado no desgosto frio
era um esforço inútil,
a razão perdia espaço,

A cabeça goza
os pés descalços
apego ao morto invalida,
o presente que passa, vadia!

Se quebrantado fosse
livraria desse pecado
me perco no apego,
 ordinário, original imaginário.

Confecionário

Ás sombras não me ameaça


Como aos que tem medo do escuro

Mas na luz que se é revelado

O que na penumbra se escondia

Estou no trono entrevado

Falando da luz que havia.

Quando minha hora chegar

Você vai chorar lagrimas de apego

Nem rezas nem patuás salvarão

Seu pranto e o meu encanto

Palavras falarão aos ingratos da fossa.

O meu gozo é o seu tormento

O meu defeito esta em você

No olhar que me olha e julga

Assim aprisionado no banho

Olho para o ralo e alegro

Em ver a água escorrer como as lagrimas

Que na face secou.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Jogo Sujo

Complexado no sistema naveguei
um vago sentido, desnorteio deslumbrado,
sentado na roda quebrado
esperanças no jogo,devoto sujei.

Na alma do orador impecável
os pedidos são lícitos rascunhos
gorgeados de valor e causa propria
com rigor em seu suplício entreguei.

A riqueza é seu objeto patronal
                                                                 
fanatistas o desperço convençeu,                 
despresado nas esquinas e a esmo
no primor dos injustiçados me criei.

Para o filosofo falar pouco para errar menos,
e na arte o tempo é a eternidade
no mundo só tem valor se vem de dentro,
com as crianças aprendemos liberdade


 


O Pai e o Idoso

Deitado num quarto horas a fio
Venho erguido nesse mar sozinho
É assim, um incerto barco sem vela,
as sombras vai meu amigo vivendo.

A vida é assim,como sicatriz
marca no braço de quem tem coragem
e sem covardia enfrenta a luta diária,
nesse eterno recomeço.

Como as áquas do mar
inunda seus lençois,
e vai salva vidas
salvando a sua.

Nessa cama sem proa nem cais
resistindo com seu breve humor
que mesmo na dor não o perdeu,
nem o rumo e o paladar.

domingo, 22 de agosto de 2010

Sortido

Umas das outras
os pares de meias
sempre destraviam,
e com um pé faltando um par
acabamos deixando a outra prá lá.

Más a tempos observava
como elas são desamparadas
e logo isso foi corrigido
apresentando-as assim que as calço.

Que bom, elas são agora parceiras
para qualquer ocasião,sendo
pretas, brancas ou coloridas
a cor não faz a menor questão.

Junto os pares sem medo
assim tudo fica insano
se alguma sair da linha
vão se encontrar na contramão.

Prismas

Esperanças nas horas chegam
Uma grávida que se veste de branco
e descansa debaixo da árvore
Não é bem as horas que se esperam,

mas dentro do tempo
existe um estímulo que congela
a atenção, a vida querendo nos revelar
o agridoce do seu dialeto.

Fisgado no vaco do momento
sentindo a realidade pulsar
um livro te leva com o vento
poemas buscam o mar.

Talvez para se tornar conhecido
não á nada a se fazer, o mundo te conhecerá
e vão te julgar ser uma fraude
cobrarão de ti quem não é.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Passagem Suave

Uma caravana de escola em escola
carregada de carneirinhos e ovelhas
Conduzido por um camelo sereno
uma elefoua era sua compania.

Anunciando a chegada
a tromba dela subia
e bem auto entrunfava
se a ovelinha não estivesse em dia.

O camelo só buzinava
se olha-se para ele
lascava um sorriso,
ela a trombeta assuviava.

A dona onça sempre rosnava
só de penssar naquela sena,
a vizinha idosa sempre reclamava
mesmo com a audição diminuida.

Faltava leveza na sua alma
talvez a ância te conssumia
brincar um pouco te relachava
beijar o sol,sorrir com a lua
mas isso ela não percebia.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FANTASMAS

O morto deu sinal de vida,
quem não está vivo sempre aparece.
Um amor passado que nunca se esquece
para isso não tem terapias.

Gentilezas que foram poupadas
agora querem ser depois vividas
no mar que leva áquas poluidas
um dia volta a dar suas cartadas.

Invadirão as nossas vidas
as cidades submerças
embaixo dágua, neuroticos de fome
deixaram de ser tolos e saquearão a burguesia.

A segurança foi corrompida
negam comida aos desabrigados
no caos a dor te faz mudar de vida
a hospitalidade será sua vova morada,

compartilhando se constroi barracos
o pão agora é sempre dividido.

domingo, 8 de agosto de 2010

A Missão

Curvo meus olhos na dor
Os tumulos esperam a todos
Vejo desgovernados os países baixos
Embrulhado está o estomago a alma.

Insultado, relevo os fanáticos
Enfático, perdoei os severos
Insolente, gratifico os rebelados
Perene e doces são seus espiritos.

Amável senti no abraço
Auvoroço,um suspiro em coro.
Uma piramide negra na verve
O arvoredo escravisado pelas pobres cabeças.

Na casa de vidro
um corpo quebrado
só riso fácil
na agulha sem balas.

Na bagagem quase nada,
Limitado destino noturno.
Um plano bem elaborado
Pontifica os desalinhados.

As comunidades orgulhosas,
de uma cultura escarça.
Povoado em sonhos
entrego a outra face.

domingo, 1 de agosto de 2010

Esconbros

Aqui vou quardar um segredo
riscado bem escondido
no canto da casa escapo
no escuro do quarto vazio.

Senti um suspence, é o silêncio
indicando que nem tudo está quieto
baixado o santo poético
suspensa é a realidade,estou perto.

Para todos vou contar um verso
que no averço da folha escrevi
com letras pequenas e de ponta cabeça
escrito de traz para frente,pra nem todos sentir.

Não sou popular, o conteúdo preso
pouco eles escutam no intervalo da estrofe,
quando se destina demais o mundo
muito barulho desvia do foco.
Distante aprofundo
assim meu poeta encontro.

sábado, 24 de julho de 2010

DELAS

Por ela foi prosseçado
um sentimento vermelho
dubiedade contida nos fatos
o calor da cor se alegra.

No rosto melancolia
duas figuras distanciadas
uma fada presenteia
a possivel ligação das partes.

Com a ponte pictórica
Notável o Rio,
que escolheu mergulhar
chegara o dia
com o mar se encontrar.

Corrente cosmica
que escorre toda criatividade
penetra a estreita fenda
na terra histórica.

Contra

A vaidade roeu
seus ossos da conta
o acumulado apodresseu
no superflo mundo
onde você se encontra.

Buscando algo
que não era seu
com sua visão
velha sem confronto

falta naturalidade
no teu ser
enquando todos vê
o mundo em escombros

a maquiagem te ajuda a se erguer
um motor zangado
avança na contra mão
pulo de lado e digo NÃAAAOOOO!!!!!

Aspectraldor

Girassois cascatas e picuinhas
não aquento olhar para tv
vejo sempre as cenas de mocinhas
novelinhas que nos fazem esquecer.

Ando de um lado para o outro
escovo os dentes sem no espelho me olhar
por que tanto repetimos os mesmos jestos
não aquento mais meu vou desligar.

já perdi a paz
meu vou explodir
já resisti demais
meu vou explodir

carregado de caneta e blocos brancos
derramo alí minhas tristezas
espero encontrar com espanto
a minha verdadeira natureza.

Já testemunhei dias de glórias
derrotas são agora a realeza
incucado num penssamento selvagem
abomino a mentira da beleza.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Nostálgico

Meu pequeno castigo era
num quarto sem teto
as estrelas a noite
eram a melhor compania.

embalavam as canções
os sapos e grilos
e guando amanhecia
as nuvens anunciava,

criativas imagens diziam
as mudanças são realistas
assim que podia sair
a mãe é a pura liberdade.

A terra vermelha subia
nos penssamentos o ezílio
do quarto escuro jogando com todos
sentimentos do mundo.

Amalgama nação desencontrada

Na penínçula da estrada
realidade em volta do rio velho
num encontro de colinas
decia uma corredeira leve.

Um pequeno frio temperava
o quintal da casa de barro
um lago com peixes e jaboticabeiras
E uma rotina suspeita para sentinelas.

Na crença atiça desconfiança
ordena a face a queimar a obra
feita de amar e luta
que não se pode pelo ódio derrotar.

Formados por povos milenares
somos um povo novo
mestiços inventamos maneiras
para sobreviver e estar no mundo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Forra

Depois de toda torrefação
já cançados os neurôneos
em nome dela sirvo do vinho
aço na salsicha e ricota temperada.

Degustando com rigor
e debruçado nas palavras
num impeto de fogo
que queima na mata.

Tomado as pressas
logo escuto
no céu da boca
uma navalha me inssulta.

O gato me olha
Mozart lá fora
E Betoven me esplora
na angustiada memória.

domingo, 13 de junho de 2010

SAMBASPALAVRAS

Omite o cabeçalho
tudo é movimento
as luzes brilham dobrado
a música tem dupla voz.

Observo as bolhas explodir
na taça a cantrolar
sax, trambone e fogos,
é a batera a tocar.

Sou puro Jazz
inproviso na vibração
trocando os passos sem ritmo
perto de mim está o chão.

Na calçada de pedra
vejo as árvores caídas
as vozes encobrem o frio
nas marquises despercebidas.

~

quarta-feira, 9 de junho de 2010

No Pauco da R:Alegre

O teatro é a vida
Escrevendo nuna velha Olivete
ouvia Sandova tocando seco
num solo de uma corda só.

Uma chuva de algodão
caía como chafaris
na cabeça com regador
as bolinhas de izopôr,
uma santa recitava
poemas de riso e dor.

Relatos de uma relação
forçada na geração
de cada filho
no intervalo de longas brigas.

Após anos e decadas de conflitos
um saldado ciumento e uma quase hip
e um amor de primos nunca esquecido.

Sou irmão de um morto
pouco depois de nascido.
Talves foi uma briga
um chute tirou-lhe a vida.

Não! disse ao leite
deixado por ele,
abaixo de mim
veio mais três.

Uma casa conturbada
todos numa desarmonia
e sempre perturbado
não asseitava
a imposição escravagista.

sábado, 5 de junho de 2010

BRAVALÉRIA

Como um beija flor
mergulhava no ar
com total leveza.

Rodopeio em cores
deixou em pedaços
todos os despeitos.

Com tal vibração,
os congelados que
não se mexeram,

acredite sentil o coração
inplodir no esqueleto
com baque de tambor.

sábado, 22 de maio de 2010

O Leito

Na casa vibrante
tudo se move
desligo o som
a geladeira silência.

Nas janelas cirene
ação parasita,
no beijo de klimit
descanssado fito.

O gato no chão brincava
com a calda da mãe,
Brijite e Bardô
animais que o vizinho matou.


Não sou mais o mesmo
o meu perfil transbordou,
o café virou chá,
o suing acabou.

Só com amor se explica,
o filho que jerou ela em mim
eu desolado, escrevia poesia
na pedra do muro,da esquina erezia.

Proximo da escola profecia:
'Um gira céu azul
Flor que assendia',
me diz quem eu era,
na casa vazia.

Ritos da madruga

Mamulengos acendem
uma roda de fogo,
risco corro,risca no chão
olhos atentos gritos de socorro.

A praça da Santa
a pouco vazia
começa a atração
quebrada monotonia.

Todos ali comem macarrão
caudos raros tomam, diversos
e naquele momento tudo esfriou,
a cerveja ferveu os fios da massa grudou.

Enquanto o ritual
Apocalíptico firmou,
Tudo parecia acabar
assim que a labareda baixou.

O Batalhão estava ali perto
a polícia ão de chamar
então a trupe se foi
para as memórias assim começar.

Andaluzia

Passadas
cadafoussos
calambeios
becos estreitos
murmurios e risadas
cheiro de mato queimado
ficou no passado
torceu o nariz
cicatriz
nos pulssos cortados
vejo um retrato
de mim que não sou
reconheço
a história
acabou.

Poema trágico e paradoxos sobrenaturais.

A palavra seca
quando em demasia
se escreve.
E nos derrama com a
pontiaguda que fura
nossas flâmulas e escorre
em lágrimas aflitas
nessas páginas escuras.


A palavra sega
quando afeta o orgulhoso
comparça fezendo de umildades
os malfeitos.

E quando perverças
me parecem as portas das nuvens
que derrama todos reclames
da terra oriunda.

Inútil observo
a relva encharcada
a mortal enchorrada
carregando como plumas
pedassos de rua.

Palavras remetem
a dúbia emoção
tédio e formosura
delitos do homem em ação.

Só com metáforas
resisto ao delírio
de levar consigo
densa ocasião.

Toda vida
vejo as águas
gerar como lavas,
derreter e levar nossa razão.

Anjo caido(A queda)

Um anjo caiu
nos meus braços
num dia de chuva
e correntes de ventos atribulados.

Senti que
de mal feitor
fui redimido,e o impuro
ficou no passado.

Sua pele era de Forteleza
Seu sorriso alvo
de Rio em queda livre
flexou meu coração seu berimbal.

De toda tristeza absolvido
de toda culpa libertado
Todos que invejaram
o meu segredo, se perderam
naquele voou de dois alados.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Espelho Quebrado

Sou filho de preto
Sou um fauso Russo
O maior fingidor
a loira tingida
que descoloriu sem rigor
para desfarçar a mesmice
um engano ilusório
que flerta do simples
apreciador camaleônico
da poesia incorreta.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mata do Inferno

Noite e dia vejo de baixo
um monte verde
a mata vibrante.

Por via satélite
que pena dela
é um coisinha
insignificante.

Nem o sol escaldante
a chuva uivante
tirou-lhe a paz,
como nos sabados bailes funk.

Sons da madrugada
no inebriante e sombrio,
sovios no fundo,
no intimo o coração apertava.

Pássaros eufóricos
rodeiam a labaredas
que no verão é de serto
na mão de um perverço,

que insiste em fazer
dela um inferno
foqueira no pulso da vida
todo eu desfalece.

PIKINIKI

Como plumas
movem no céu
nuvens cintilantes,
vem a terra encontrar
folhas verdinhas
as gotas brilhantes,
formando um jardim
com porções de lírios
de relvas, aromas e selvas
a grama cresce altiva
um tapete ao deleite
de alegres crianças
com seus cãezinhos
e bolas,biscoitos e
sacolas de frutas
e livros de histórias
e bem animadas
a natureza desfrutam
e como as plantinhas
regadas e crecidas
um dia vão desabrochar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quinta sta.tereza

Lânquidos todos os santos
fitam-nos com vemência
ambitos lacrimejados
expulção as feras

Pisoteados pelos cavalos
atravessados por lanças
mandados para o inferno
com toda tristeza.

Rir num sinal de melhora
expondo uma fase anterior
já estando em uma nova
nesses métodos nada ortodóxos.

Depois de exorcizar
todas lembranças remotas
as saudades permitir era demais,
para superar a melancolia e ter paz.

sábado, 24 de abril de 2010

Domingo a tarde

A tv congelou meu céu
Meus pés criaram raízes
Em minhas pernas entrelaçadas
Vem logo mulher traga meu café!

De educado intelécto não preciso mais
Agora é esse o único futuro
Nada poderei fazer
O que vejo aqui é poluição sonora.

Descomunal, a violência é normal
E o planeta está como minhas costas
De calor parece que vai derreter
Maria, liga o ventilador!!!!HÉÉÉ....

sábado, 17 de abril de 2010

RECEITA DE TORT(URA)

SUCO COM CAFÉ DE BORRA
LEITE COM SABÃO NO ESTÔMAGO
VISLUMBRO, SURF NA NUVEM ROSA
UM IPÊ AZUL,EO CHÃO FLORIDO.

CLORO COM IORGUTE PARA DIGESTÃO
SAL NO PÉ DA AMENDOEIRA
FRAGMENTOS DE CREME VERMELHO
FRANGO MORTO COM LINHAÇA.

DESINFETANTE NA RAÇÃO HUMANA
DEBRUÇO DE JOELHOS NO MILHO
OS OLHOS ESCORREM ÓLEO
SOBRE UM PURÊ DE BATATA PALHA...

SEM(PRE)SENTE

QUERO,
TE VER DORMINDO
DEIXAR A LUZ ENTRAR
E ACARICIAR SEU ROSTO
COM UM LEVE SORRISO DE NEVE,
SONHANDO AO VESTIR
SÓ MINHA CAMISA,BEM CEDO E
ME ABRAÇAR COM TODO AMOR
MESMO SE PERMANECER CEGA.
SONHO QUE NUNCA ACABA
COMO O CÉU ESTRELADO NÃO MORRE
E NA LUZ DO DIA A BRINCAR
COM OS PASSAROS E AS FLORES DE OUTONO...

Trágica poeresia

As palavras secam
quando em demasia se escreve
E derrama nossas flamulas
Com a pontiaguda escritaguça
Fura e escorre lágrimas aflitas
nessas paginas escuras.

As palavras segam
quando afeta o orgulho companheiro
Fazedor de umilde forasteiro
que o sangue oriundo da terra o homem inflama.

Imóvel observo a relva encharcada
A mortal enchorrada,
carregando como plumas
o asfalto bruto.

As palavras remetem
a dubia emoção
tédio e formosura
Delírios da criatura em ação.

A Queda

Um anjo caiu nos meus braços
num dia de chuva e ventos atribulados
e de mal feitor fui redimido,
Assim acalmou o meu passado.

Sua pele era de Fortaleza
Seu sorriso do RIO em carnaval
Como as rainhas numa torre dormia
Flexou meu coração seu berimbau.

De toda tristeza fui absolvido
E da culpa libertado
Todos que invejaram meu segredo
Se perderam naquele voou de dois alados.

Uma ruptura passou a existir
Quando quebradas correntes arcaicas
E em meio a cacos de dogmas
Novas imagens se projetaram sem fim...

Galeria das Dez-ilusão

Por um gesto de amor
tirei a ultima rosa do roseiral
Isso me soa fatal,
Pois nada que foi feito
te alcançou,nem correr
atrataz com uma flor.

Mas você se fortifica na saldade
com suas esculturas de restos
Colunas de bronze e ferro
contra toda devastação.

Eles tentam destruir a Arte
conssumindo o fútil e descartável
fazendo da terra um depósito,

E lutarão contra você
Mas não vencerá
os justos sempre vence
com Deus a causa é ganha.

domingo, 11 de abril de 2010

Há muleques!!!

Três gorotos numa manhã
vendo um portão aberto
e brinquedos espalhados pelo chão
resolvem entrar e escolher alguns.

Na sala da casa os meninos brincam
eles tinham entre dez e doze anos,
Quando derrepente um senhor
suas vozes ouvil, saiu do quarto aos gritos.

Putaquepariu!!!Gritou um garoto,
recolhendo rapidamente oque podia
e saiu em disparada.
Analizando o acontecido o sr: que era barbeiro,

Com uma navalha em punho
penssou oque poderia ter feito,
se saisse lentamente pela cozinha
e apontaria uma faca para eles.

Mandaria aos gritos
que deitassem todos no chão
Falaria que isso é coisa de bandido
e isso eles não são,deixaria sair um por um,

O último de joelhos no chão pediria desculpas,
e faria prometer não roubar e levar o irmão.
Se não contente com a alternativa
Pensaria em outra vingativa punição.

E obriga-los a sentarem um de frente o outro
e com um pincel atômico escrever no rosto,
Burro não faça isso de novo!

Por fim vendo que tudo aquilo era bobagem
E com as reações não tinha contado,
Percebeu que a melhor medida foi tomada,
E que melhor é fechar o portão.

Mozart & Betoven Acorrentados

Muito dócil Mozart gosta do silêncio
do aconchego da casa
não é muito de brincadeira
prefere ficar sem fazer nada.

Já Betoven, todas janelas quer pular
Se tem fome fica nervoso
e não para de chorrar
Suas brincadeiras em brigas sempre vão acabar.

Mozart, como não sai muito
foi ficando mais incorpado.
Betoven o fujão, um dia desses
foi sequestrado por uma garotinha.

Por sinal não era amante dos felinos
pois o colocou no quintal
com seus cochorros bravos
E Betoven refugiou numa árvore.

Ali ficou por quase dois dias
até ser resgatado
E apartir de então
Eles foram acorrentados.

Dividem o tempo
em dormir no pneu
dentro de uma churrasqueira
quando não estão comendo.

Lila é a parceira das brincadeiras
um bela cadelinha encontrada
na pirambeira jogada, suja e faminta,
Nos temos cão mas que caça é os gatos.

As veses todos são soutos no quintal
e seus génios diferentes fica bem esboçados
Mas a noite são presos, pois colocam venenos
Assim logo sedo perderam a mãe.

sábado, 10 de abril de 2010

Disterro

Nós seres errantes
sem hierárquicas heranças
Contra forças remotas
que sorrindo agora depois ostiliza.

Nos vagos momentos
que falha a memória
Entramos no atempos
Sem rumos, planos sem fim.

A vitória que brota
do barro da vida
Com ambiência perfeita
sonoridades de algosis.

Palavras conexas
no profundo ser
Que vê além da casca
E tende a prevalecer, alma.

Caminho do Precipício

Vidas sustentadas
pelas mortes anunciadas
No caniminho defeca o medo
O sol seca a praia precária
Areia de barro e restos de tudo
Árvores desfaucadas inclinam
Ventania no escuro
No olhar o céu se enflama
Nuvens roxas por traz das casas
Enquando cai o seu mundo
A menina da pérolas aos porcos
Lutei com a morte pela vida
Aos que foram descanssem em paz
Dessa vida tosca.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ipanema

Ouando despedir
dessa vida atrevida
Se possivel for homenageado
Um último pedido para fechar o casaco.

Como Drummond quero do Rio
Um punhado de areia
E um chapel panamá
Descançar do caminho,no posto inseguro.

Quando um lugar se eternaliza,
Há um olhar curioso
Um respeito mutuo na reserva
E tudo se passifica.

Onde não há julgamento
O nivelamento se faz presente,
As expressões humanizadas
Nas inspirações ou na falta dela.

Claridade

A noite comemorava
Mais um ano de vivacidade
VIVA Clara!!!Com seus,
Amigos da huniversalidade.

Da Colombia e de Cabo Verde
Amigos cariocas de relevos
Todos comungam mineiridade
No sexto ano de Lins no Rio de Janeiro.

Um sentinela espia da laje
Toda mira ao seu redor
No silêncio observo entre as árvores
Vejo seu ansseio nos pormenor.

Penso nele digo para mim;
O mar lava tudo
O seu suor no calor
E o medo na caostrofobia.

Viajando na carioca

Os mineiros
Através das neblinas
Avistam Petrópolis
A procura do Corcovado.

O primeiro anfitrião no Rio
Que de braços abertos
recebem os viajantes
É o profeta Gentileza sob as vielas.

Pela janela do casario
Morcegos dão razantes
Como aviões,mas os gatos
Tambem viram leãos, depende do abraço!

Cantam os galos
Dizem hello
Fogus na Faleti
Dizem chegou!!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Hoje

Um tercerizado do fornecimento diário
Desligou o oxigênio
Não permitindo expressar
Qualquer palavra
No processador de conhecimento.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Openário da Desconstrução

Como é duro sentir
O casco das mãos
No rosto queimado
E os pés a latejar.
O dia entregue
Sifrando um poema
Voltado a plebe
E a fome no bouço cassoa.
Neva as faces
Que em mim vê
Coragem de acreditar,
O invisível é oque há.

sábado, 27 de março de 2010

LILA (Poder divino da criação)

Debaixo da calmaria
Uivava uma cadelinha
Maria!
Maria!Pede, pede pra ver.

Ela de pouca corágem
Disse: Bobagem!
Se ela entrou ela sai.

Um esquálido transeunte
Com um coração meio de espuma
De pouca amizade e velhos costumes
mergulhou na poeira
removeu dos escombros

Apequena Dark Joana
Renasceu da desconstrução
Sobrepos vomitos e vermes
E mereceu nome de sauvacão.

Paralelo Controversso

Parado num boteco sem esquina
Um morfético escornado dormia
De pé com uma perna engessada
Escorado num cabo de quarda...

Chuva sem vida
Engoliu restos saugados
Desistiu da privada
Um mergulho que mitificava

Como se não bastace o entorno
Gritava um soudado sem rosto
Môçoo! môrto? MÔÔÇÔÔ!!!
Ajuda empurrar o meu carro no morro!

O moço quase morto respondeu:
Para baixo todo tonto ajuda,
Para cima só depois de morto!

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...