segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mata do Inferno

Noite e dia vejo de baixo
um monte verde
a mata vibrante.

Por via satélite
que pena dela
é um coisinha
insignificante.

Nem o sol escaldante
a chuva uivante
tirou-lhe a paz,
como nos sabados bailes funk.

Sons da madrugada
no inebriante e sombrio,
sovios no fundo,
no intimo o coração apertava.

Pássaros eufóricos
rodeiam a labaredas
que no verão é de serto
na mão de um perverço,

que insiste em fazer
dela um inferno
foqueira no pulso da vida
todo eu desfalece.

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