sábado, 24 de abril de 2010

Domingo a tarde

A tv congelou meu céu
Meus pés criaram raízes
Em minhas pernas entrelaçadas
Vem logo mulher traga meu café!

De educado intelécto não preciso mais
Agora é esse o único futuro
Nada poderei fazer
O que vejo aqui é poluição sonora.

Descomunal, a violência é normal
E o planeta está como minhas costas
De calor parece que vai derreter
Maria, liga o ventilador!!!!HÉÉÉ....

sábado, 17 de abril de 2010

RECEITA DE TORT(URA)

SUCO COM CAFÉ DE BORRA
LEITE COM SABÃO NO ESTÔMAGO
VISLUMBRO, SURF NA NUVEM ROSA
UM IPÊ AZUL,EO CHÃO FLORIDO.

CLORO COM IORGUTE PARA DIGESTÃO
SAL NO PÉ DA AMENDOEIRA
FRAGMENTOS DE CREME VERMELHO
FRANGO MORTO COM LINHAÇA.

DESINFETANTE NA RAÇÃO HUMANA
DEBRUÇO DE JOELHOS NO MILHO
OS OLHOS ESCORREM ÓLEO
SOBRE UM PURÊ DE BATATA PALHA...

SEM(PRE)SENTE

QUERO,
TE VER DORMINDO
DEIXAR A LUZ ENTRAR
E ACARICIAR SEU ROSTO
COM UM LEVE SORRISO DE NEVE,
SONHANDO AO VESTIR
SÓ MINHA CAMISA,BEM CEDO E
ME ABRAÇAR COM TODO AMOR
MESMO SE PERMANECER CEGA.
SONHO QUE NUNCA ACABA
COMO O CÉU ESTRELADO NÃO MORRE
E NA LUZ DO DIA A BRINCAR
COM OS PASSAROS E AS FLORES DE OUTONO...

Trágica poeresia

As palavras secam
quando em demasia se escreve
E derrama nossas flamulas
Com a pontiaguda escritaguça
Fura e escorre lágrimas aflitas
nessas paginas escuras.

As palavras segam
quando afeta o orgulho companheiro
Fazedor de umilde forasteiro
que o sangue oriundo da terra o homem inflama.

Imóvel observo a relva encharcada
A mortal enchorrada,
carregando como plumas
o asfalto bruto.

As palavras remetem
a dubia emoção
tédio e formosura
Delírios da criatura em ação.

A Queda

Um anjo caiu nos meus braços
num dia de chuva e ventos atribulados
e de mal feitor fui redimido,
Assim acalmou o meu passado.

Sua pele era de Fortaleza
Seu sorriso do RIO em carnaval
Como as rainhas numa torre dormia
Flexou meu coração seu berimbau.

De toda tristeza fui absolvido
E da culpa libertado
Todos que invejaram meu segredo
Se perderam naquele voou de dois alados.

Uma ruptura passou a existir
Quando quebradas correntes arcaicas
E em meio a cacos de dogmas
Novas imagens se projetaram sem fim...

Galeria das Dez-ilusão

Por um gesto de amor
tirei a ultima rosa do roseiral
Isso me soa fatal,
Pois nada que foi feito
te alcançou,nem correr
atrataz com uma flor.

Mas você se fortifica na saldade
com suas esculturas de restos
Colunas de bronze e ferro
contra toda devastação.

Eles tentam destruir a Arte
conssumindo o fútil e descartável
fazendo da terra um depósito,

E lutarão contra você
Mas não vencerá
os justos sempre vence
com Deus a causa é ganha.

domingo, 11 de abril de 2010

Há muleques!!!

Três gorotos numa manhã
vendo um portão aberto
e brinquedos espalhados pelo chão
resolvem entrar e escolher alguns.

Na sala da casa os meninos brincam
eles tinham entre dez e doze anos,
Quando derrepente um senhor
suas vozes ouvil, saiu do quarto aos gritos.

Putaquepariu!!!Gritou um garoto,
recolhendo rapidamente oque podia
e saiu em disparada.
Analizando o acontecido o sr: que era barbeiro,

Com uma navalha em punho
penssou oque poderia ter feito,
se saisse lentamente pela cozinha
e apontaria uma faca para eles.

Mandaria aos gritos
que deitassem todos no chão
Falaria que isso é coisa de bandido
e isso eles não são,deixaria sair um por um,

O último de joelhos no chão pediria desculpas,
e faria prometer não roubar e levar o irmão.
Se não contente com a alternativa
Pensaria em outra vingativa punição.

E obriga-los a sentarem um de frente o outro
e com um pincel atômico escrever no rosto,
Burro não faça isso de novo!

Por fim vendo que tudo aquilo era bobagem
E com as reações não tinha contado,
Percebeu que a melhor medida foi tomada,
E que melhor é fechar o portão.

Mozart & Betoven Acorrentados

Muito dócil Mozart gosta do silêncio
do aconchego da casa
não é muito de brincadeira
prefere ficar sem fazer nada.

Já Betoven, todas janelas quer pular
Se tem fome fica nervoso
e não para de chorrar
Suas brincadeiras em brigas sempre vão acabar.

Mozart, como não sai muito
foi ficando mais incorpado.
Betoven o fujão, um dia desses
foi sequestrado por uma garotinha.

Por sinal não era amante dos felinos
pois o colocou no quintal
com seus cochorros bravos
E Betoven refugiou numa árvore.

Ali ficou por quase dois dias
até ser resgatado
E apartir de então
Eles foram acorrentados.

Dividem o tempo
em dormir no pneu
dentro de uma churrasqueira
quando não estão comendo.

Lila é a parceira das brincadeiras
um bela cadelinha encontrada
na pirambeira jogada, suja e faminta,
Nos temos cão mas que caça é os gatos.

As veses todos são soutos no quintal
e seus génios diferentes fica bem esboçados
Mas a noite são presos, pois colocam venenos
Assim logo sedo perderam a mãe.

sábado, 10 de abril de 2010

Disterro

Nós seres errantes
sem hierárquicas heranças
Contra forças remotas
que sorrindo agora depois ostiliza.

Nos vagos momentos
que falha a memória
Entramos no atempos
Sem rumos, planos sem fim.

A vitória que brota
do barro da vida
Com ambiência perfeita
sonoridades de algosis.

Palavras conexas
no profundo ser
Que vê além da casca
E tende a prevalecer, alma.

Caminho do Precipício

Vidas sustentadas
pelas mortes anunciadas
No caniminho defeca o medo
O sol seca a praia precária
Areia de barro e restos de tudo
Árvores desfaucadas inclinam
Ventania no escuro
No olhar o céu se enflama
Nuvens roxas por traz das casas
Enquando cai o seu mundo
A menina da pérolas aos porcos
Lutei com a morte pela vida
Aos que foram descanssem em paz
Dessa vida tosca.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ipanema

Ouando despedir
dessa vida atrevida
Se possivel for homenageado
Um último pedido para fechar o casaco.

Como Drummond quero do Rio
Um punhado de areia
E um chapel panamá
Descançar do caminho,no posto inseguro.

Quando um lugar se eternaliza,
Há um olhar curioso
Um respeito mutuo na reserva
E tudo se passifica.

Onde não há julgamento
O nivelamento se faz presente,
As expressões humanizadas
Nas inspirações ou na falta dela.

Claridade

A noite comemorava
Mais um ano de vivacidade
VIVA Clara!!!Com seus,
Amigos da huniversalidade.

Da Colombia e de Cabo Verde
Amigos cariocas de relevos
Todos comungam mineiridade
No sexto ano de Lins no Rio de Janeiro.

Um sentinela espia da laje
Toda mira ao seu redor
No silêncio observo entre as árvores
Vejo seu ansseio nos pormenor.

Penso nele digo para mim;
O mar lava tudo
O seu suor no calor
E o medo na caostrofobia.

Viajando na carioca

Os mineiros
Através das neblinas
Avistam Petrópolis
A procura do Corcovado.

O primeiro anfitrião no Rio
Que de braços abertos
recebem os viajantes
É o profeta Gentileza sob as vielas.

Pela janela do casario
Morcegos dão razantes
Como aviões,mas os gatos
Tambem viram leãos, depende do abraço!

Cantam os galos
Dizem hello
Fogus na Faleti
Dizem chegou!!!

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...