As palavras secam
quando em demasia se escreve
E derrama nossas flamulas
Com a pontiaguda escritaguça
Fura e escorre lágrimas aflitas
nessas paginas escuras.
As palavras segam
quando afeta o orgulho companheiro
Fazedor de umilde forasteiro
que o sangue oriundo da terra o homem inflama.
Imóvel observo a relva encharcada
A mortal enchorrada,
carregando como plumas
o asfalto bruto.
As palavras remetem
a dubia emoção
tédio e formosura
Delírios da criatura em ação.
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