sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Terreno Baldio

Em camisa branca amordaçado
danço no cubo sublinhado
reflexos em câmera lenta
vejo tudo passar detalhado

Como a coruja com visão de águia
sertifico o bote para não perder viajem
as frases que concebo aquecem
minha paleta em cores bravas

O odor de águas razas
embebidas por longos cabelos
arrastados diluentes sobre o caos
de contruir altos relevos

um rosto envolto por blocos de pelos
velam corpos largados no desassocego
seus movimentos entrelaçados
puro estase de traços negros em fundo avermelhado.

Entre Folhas

Vivo um delírio surreal
percigo as barras de suas vestes
sua voz é um encanto cínico
perco ao olhar os urubus
como garoto distraido que fui.

Um peixe uma mosca
tem sua obscuridade
o silêcio é tão mordas
como o arquivo de palavras.

Sinto livre quando desloco
deserto do comboio
sem quias cavo meus achados
despenço ferramentas uso proprio punho.

Despindo o ventre em mil pedaços
aprofundo em seu íntimo faminto
fico lameado em seu signo
o branco da vida enfim corrompido.



 

Pintacilgo Suicida

Caminho eletrificado
na linha de alta voltagem
canto para reles mortais
uma cingela cansão distinta.

Cruzo com um santo endiabrado
que vê o alvo como sua paixão
que atira pedras com estilingue
com dialeto envenenado de lingua mordida.

Com pontaria afiada
a distribuir obras primas
arma disparada
no coração do pintacilgo.

Por um suspiro uma revoada
na direção do inimigo
transformando em vício aquele ódio
de suicídia homeopático,na brincadeira de menino.
 

Anotações Vulcânicas

Cospem labaredas
sobre meu cadaver
um judeo prestes ao holocausto
apontam meu nariz Árabe
querem tirar minha barba preservada.

Falo com fluxo intenso
Púdico é meu caralho
depois da vilania do gozo
calcifico com o sabor da arte
amargas e o meu sentido.

Sobrevivo aos atentados
o carater bom é despercebido
lidando com a cruz ea espada
pregos são meus artifícios

Destribuo flores roubadas
dos jasigos que me mortificam
deixo minha herança aos desinformados
um jardim plantado no caixão de vidro.



 

Deformatório

Hereges corrosivos
magníficos despeitados
conssolas oque esploras
da o pão que antes pisa.

Um assopro no ouvido
e logo demonifica
deseja a carne e o sangue
delinquentes escravagistas.

Apodrece na covardia
de não jogar com os orifícios
não atirando no maldito
nem se jogando do precipício.

Um aborto no suplício
conhaque amargo
féu no absinto
o desespero das alegrias camufladas.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...