segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Divagar no Andor

Aquele sofá jogado na esquina
sem mais acomodar,
tornou um desconforto
servido ao fogo.

Aos pouco deteriorando no relento tempo
chuva e sol no desgosto
fosco coração
emborcado para o céu.

Muda de corpo
de cor roxeada
finda em brasa
encoberto por volumosas
 núvens revoltas e funaça.

Anuncia um temporal
apressando os passantes
com duros cristais
vindos das camadas
 de massas poluentes.

Para as correntesas os escombros
uma jangada se fez
e percorre o todo em calma e leveza
como barricada que obstrui os fluxos.

Agora é quem responde
pelas partidas e chegadas
que inunda com lágrimas
a amargura das pobres casas.

Deixando a mostra
o lado desabrigado
do esquecimento
no horário nobre da mídia,
dos noticiário.

 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Penegrino

Como um bartardo sem heranças
que foge da cruz por falta de gana
construindo vestígios sem esperanças
falando compulsivamente, em mantras.

Segue melhor apreciando
na humildade o mais simples alimento
que a terra proporcionou,
antes que a raiva faça da terra seu prato predileto.

Inocente criança que busca na pergunta
De onde vem a poesia?
E obtem como resposta:
Vem da vida boa ou maldita!

Anda adiante pois
 perdoa os inimigos
com o corpo fechado
cetas não o atingem

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Antes de Partir

QUERO BRINDAR
 A GRATIDÃO PELA ARTE

ANTES QUE DESAPAREÇA
 A VOZ ROUCA QUE FALA

DEIXAR PEÇAS FUNDIDAS
EM MATÉRIAS NOBRES

PARA QUE NÃO SE PERCA
ENVELHEÇA E DETERIORE

NAS LEMBRANÇAS FIQUE
MINHAS IDÉIAS E

 NÃO SE TORNE FÚTIL
ESSE INVENTÁRIO IDEAL DE MUNDO.


 

Estranho-Eu Fui e Sou

Eu sou o negro
vestido da moça
que segura a pomba
nessa replica
de um quadro
de Picasso.

Sou as casas velhas
pintadas nos fundos
quase uma pinxação
de escombros e restos de tinta.

Fui revelado
ao meu grande mestre
com este trabalho,

Que ao vêlo disse:
como a deriva de um barco
o poeta deve navegar.


 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Eterno embate

Estou em conflito
com meu espirito,
ele não quer
que eu viva na carne.

E prometeu
que me dava um blues
se eu me comportasse.

Varando as noites
 só de prazer
No amanhecer
fico frustrado.

A carne apodrece
a cada dia
o espirito espera uma
oportunidade.

 

Prontidão

O beijo da despedida
pode nos trazer para vida
como respiração boca boca.

Nesse ultimo momento
antes do fim,de um dia
tremendo.

Eu me rendo,
cansei de lutar
contra o tempo
em busca de nada.

O que a vida me der
eu aceito
Se a poesia não vier
eu respeito.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Terreno Baldio

Em camisa branca amordaçado
danço no cubo sublinhado
reflexos em câmera lenta
vejo tudo passar detalhado

Como a coruja com visão de águia
sertifico o bote para não perder viajem
as frases que concebo aquecem
minha paleta em cores bravas

O odor de águas razas
embebidas por longos cabelos
arrastados diluentes sobre o caos
de contruir altos relevos

um rosto envolto por blocos de pelos
velam corpos largados no desassocego
seus movimentos entrelaçados
puro estase de traços negros em fundo avermelhado.

Entre Folhas

Vivo um delírio surreal
percigo as barras de suas vestes
sua voz é um encanto cínico
perco ao olhar os urubus
como garoto distraido que fui.

Um peixe uma mosca
tem sua obscuridade
o silêcio é tão mordas
como o arquivo de palavras.

Sinto livre quando desloco
deserto do comboio
sem quias cavo meus achados
despenço ferramentas uso proprio punho.

Despindo o ventre em mil pedaços
aprofundo em seu íntimo faminto
fico lameado em seu signo
o branco da vida enfim corrompido.



 

Pintacilgo Suicida

Caminho eletrificado
na linha de alta voltagem
canto para reles mortais
uma cingela cansão distinta.

Cruzo com um santo endiabrado
que vê o alvo como sua paixão
que atira pedras com estilingue
com dialeto envenenado de lingua mordida.

Com pontaria afiada
a distribuir obras primas
arma disparada
no coração do pintacilgo.

Por um suspiro uma revoada
na direção do inimigo
transformando em vício aquele ódio
de suicídia homeopático,na brincadeira de menino.
 

Anotações Vulcânicas

Cospem labaredas
sobre meu cadaver
um judeo prestes ao holocausto
apontam meu nariz Árabe
querem tirar minha barba preservada.

Falo com fluxo intenso
Púdico é meu caralho
depois da vilania do gozo
calcifico com o sabor da arte
amargas e o meu sentido.

Sobrevivo aos atentados
o carater bom é despercebido
lidando com a cruz ea espada
pregos são meus artifícios

Destribuo flores roubadas
dos jasigos que me mortificam
deixo minha herança aos desinformados
um jardim plantado no caixão de vidro.



 

Deformatório

Hereges corrosivos
magníficos despeitados
conssolas oque esploras
da o pão que antes pisa.

Um assopro no ouvido
e logo demonifica
deseja a carne e o sangue
delinquentes escravagistas.

Apodrece na covardia
de não jogar com os orifícios
não atirando no maldito
nem se jogando do precipício.

Um aborto no suplício
conhaque amargo
féu no absinto
o desespero das alegrias camufladas.

domingo, 2 de setembro de 2012

Indolessência

A criança reza
na criação perverça
todo dia o medo
começava bem cedo.

Passava a escova
na roupa amassada
o cheiro de bode
nem perfume apagava.

Talves o pasto,
a manada eo cocho
fazia de nós bichos
na conviência com sentidos primitivos.

mas o mato
nos servia de silêncio
para reflexão e escape
ao regime intenço.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Lida Ordinária

O ódio fez
do meu sangue
fornália,

Arremeçava no concreto
marretadas de socos,
penssando em sertos senhores,

que nas igrejas faziam carreatas
doadores de donativos
em troca de favores

com seus interesses
maior que os rumores
que sua derrota está por vir

 

Contemplação

Passa-se o tempo
Levado pelo vento
O verbo não perde
por esperar,

De tanta pressa
veio a tempestade
arrancando tudo
que na língua existiu,

Sofreu o verbo,e
transformando em palavras
oque viveu,

Calou-se o tempo
repousado no vento
as palavras em versos tudo se vez.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Nálfrago

Passava pelo parque central
para encurtar o caminho
dessa cidade enlouquecida
chamada de Belo Curral.

A tarde dormia
e fechavam as saídas
me encaminharam
para uma sala quase escura,

Com aspécto de alfândegas espanhola,
um psicologo recebia os convidados
observaram minha conduta,
algo atrás de mim flutuava.

Uma voz suave anunciava
a fila os levará a liberdade,
reconhecí Bete uma amiga poeta,
me sentí em casa.

O rapaz se apresentou
como policial da cívica psicológica
quase nada entendia
ele inssistia e perguntava:

Porque Bach e não Betoven
nas minhas paixões?

Disse a ele que era pintor de poesias
ví almentar seu entusiasmo,
seus olhos pasmos
de pescador de almas.

Quando a isca pegava um peixe
eles aplaudiam e recitavam poemas
em homenagem ao pelegrino da arte
a sala agora iluminada por olhos que brilham.

Na saída todos embebecidos, de alma lavada
com as esperanças garantidas
no universo amplificado.

Sentí taquicardia
minha língua enrrolava
achei que era um infarte
más era apenas desejo de palavras.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sr.

Resolvo sair
para descobrir
 de onde vim.

Interroguei amigos,
vizinhos e tios.

Respaitaram meu convite,
me pouparam
 em não comparecer.

Em viajens curtas
aproximei da fonte
encontrei uma senhora
que ajudou a dicernir.

Ela me fez lembrar
onde estive
 em encontros de familia.

Reconstituí as amizades
sem parentesco
no difuso caminho de pedras.

Aprendi a escolher
um pai que nunca mais
devo esquecer.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Triunfo

Vou pegar
meu golphinho

Para voar
por aí

E dizer aos
 meus inimigos

Esse é
meu Blues.

Vou mudar
de vizinhos

Fazem rinchas
contra mim

Vou dizer
para novos amigos
esse é meu Blues.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Laia

A bruxa está solta!
O lobo saiu para caçar.

Os três porquinhos
estão sozinhos,
a casa é de vidro
e pode quebrar.

O mais novo
chora sozinho,
o mais velho
foi passear,

O do meio
o mais distraído,
a porta está aberta
esqueceu de fechar.

Help

Compartilho,
na distância meu castigo

nessa indecisão
o seu tédio é o meu

quero falar,
não digo aflito

quando vejo
seu olhar na imencidão

ouço palavras
do meu coração

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...