terça-feira, 18 de novembro de 2025

Brilhante

 Ao som negro das Origens 

Belas artes transitava 

Radiantes alvéolos cintilantes 

Em curvas Longe líneas esquivava

Arte preta vestidos de branco fosco

Brincavam de tocar espíritos

Sobre as folhas de mangueiras centenárias

Bem diziam e evocação santos afros 

Sob o cinzento céu de Itabira

Cada Ori com suas nobres linhas

Fecundavam delírios generosos

Machos e fêmeas transpirava libidos 

Filhos dos deuses derramando encantos

Destilavam Pessoa, Drummond e Simbolistas

Erguia a voz um homem transmutando

Semeando pura beleza ancestral 

O poeta parteiro do agora

Sente na alma a nudez embriagada.





quinta-feira, 27 de março de 2025

Fênix

 Seu legado 

É sua própria 

Trajetória.


Desafios da humanidade 

Está nas suas palavras 

Que contam sua história.


Sua bagagem é 

Seu ativo de lutas que venceu 

No corpo cicatrizadas.


Passou pelo fogo e 

Saltou com seu vestido branco

De noiva que tirou o véu

Para saborear melhor 

A realidade da vida.














sexta-feira, 14 de março de 2025

Janela da Alma

 Seus olhos são como faróis 

Não apenas duas janelas.


Irradiam luz própria 

Como luminosas estrelas.


É de fazer inveja ao sol 

E deixar a lua ciumenta.


Talvez por isso foi no porão 

Que melhor te esconderam.


Um bunker, um sótão ou saguão 

Será da sua luz cósmica contemplado.


Más seu lugar é na poesia, acima dos terraços 

Onde está as mais belas e inspiradas idéias, 

A musas das artes no altar do firmamento.


terça-feira, 11 de março de 2025

Ameaça do Progresso

 O homem maldito 

De bem, familiar e 

Na vontade de Deus.

A fumaça está presente 

Em seus dias amargos, se faz 

Alegremente na maior descrença.

Prometeu continuar conservador 

Fez mal em querer o bem aos seus

Na verdade se enganou.

Muito tranquilo o susto desorientou

Vai ter que assumir mais cedo que pensava

Esperto desaparece na suspeita

Difícil foi jogar com esses parceiros 

Bom! Por isso será derrotado, perderá sua rainha 

Em xeque seu progresso está ameaçado.

sábado, 8 de março de 2025

Abismos

 Obsessivo me vejo caindo

Depois de sonhos libertadores.


Sustos torturantes 

Em busca de caminhos.


Em frios labirintos 

A ausência de saídas.


Relatos de um eremita

Que incorpora e manifesta.


Em verdadeiro sacerdócio 

Peregrino em trilhas turbulentas.

A tempestade

 Ruge as intempéries 

Brava retorcendo balanças

Pouco harmoniosa.


Na subjugada narrativa 

Suas empáfias retóricas

Variando as perspectivas.


Como água que vaza na telha

Aleatória a mente vaga

Nesta total confusão delirante.

Atormentado

 Desenterro em sonhos 

Onde particularmente florescem


Das noites frenéticas

Servindo de inspiração 


O terror e melodramas místicos

Lúgubres  imaginações 


Suprimidas confições 

De uma mente alucinada.

sábado, 1 de março de 2025

Vôo

 Ela se esforçou 

Eu podia sentir o seu cheiro 

Ela conseguiu ajuda

Que diabos é você 

Representativo no telhado 

Enquanto ele falava 

Gemidos audíveis

Ela cruzou a linha final 

Gloriosamente convicta 

Ela deu uma última sacudida 

Como um peixe eletrocutado.

No Futuro

 Criaturas da tecnologia 

Por hábitos sendo empurrados

Como congestionamentos de elevador

A letra piscando atravessa os olhos

Descendências marcadas

Seria bom pensar sem tensão 

Absolutamente consciente 

Abundantemente sólido e etéreo 

Para chegar a qualquer coisa 

Acima do som externo.

Bandida

 A rachadura no telhado

Parado mudou-se para baixo

Desacelerou na última curva

Talvez era melhor se espera-se 

Gradualmente alguma coisa aconteceu 

Como um arroto estrondoso

Sucessivamente gritou novamente 

Ela disparou os tiros de pistola

Escuridão acima do movimento 

Golpe a golpe rachando a socos

Deitada sobre o espelho glasseado 

No meio da sala o emborrachado foi morto

Uivos se ouvia no barraco

o policial como um lobo respondeu.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...