segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Revoada

Ao amor que se perdeu
ou está prestes a sumir,

E não mais realizará
desejo algum,mesmo

ao clamar mil vezes
sentindo na falta de proteção

não tantas vezes há
de derramar lágrimas

por motivos óbivio
pois se ocuparás

de outros afazeres
permitindo novos desejos

e logo esquecerá
valendo do que fez sofrer

almentando as incertezas
e duvidas para sua própria

lucidês para desses escritos
sempre discordar e assim,

manter presente a mesma atitude
sendo coerente com sua natureza
indobrávelmente intrínseca. 

Dias de Farra

Comemoram a infância
O espirito que não se perdeu,

Na proesa humana
de perecer os dons naturais

Celebram a vida num instinto
essêncial ao preservar a humanidade.

Na memória reconstruo meus primórdios
ciênte critico a história,
que entes não me deram opção de construir.

Espirito Ave

Pássaros na janela
mi afogo em solidão

Depois dequela chuva
que inundou meu coração

se foi a primavera
já não sei se sou feliz

O sol da cor laranja
foi-se embora
nunca mais vi.

domingo, 11 de setembro de 2011

Devastação

Sopra o vento
em funis acinzentados
poeira da guerra
travada entre a terra e fogo.

Passaros desabitados
vasculham oque sobrou
da trágica noite passada
ao lado cresce o esdruxulo

 condomínio visando a paisagem
luxuosa desumanidade
precário está o pasto
vejo a naturesa desertificada.

um telhado quebrado
a calha pendurada
o sabiá reconstroi
com paciênsia sua nova morada. 

Circus

Candelábros se acendem
no trapésio nenhum embaraço,

Nas crianças vejo minha infância
defenciva não indefesa

Apagam-se as luzes
robusta tenda armada

recheio de palavras em coro
 palmas e auvoroços

Jô a palhaça armada de um guitarra
sussurrando num gramofone

em duas notas tocadas em dó
melancolia só

um bando meio razo
nós dois contemplando o passado.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

No Cafezal

Mil sois me abrazam
o sangue escorre
em teu rosto risonho,

Uma rinha carioca
perturbou a noite
sem soluços,nem choro.

Seguimos a larga estrada
que alí nos trouxe
e viu chegar a todos,

Encontrar aos bandos e juntos
tocar um sonho esperado
que no desespero se quebrou,

Envenenados pela bebida mortal
murchando a noite em flores carnívoras.

domingo, 27 de março de 2011

Acontecimentos

Os avós se fazem presentes
na ausência dos pais que se foram,

Os órfãos esperam  desconssolados
opoio dos que ficaram,amigos,irmãos e professores.

As mães viúvas sentem solitárias
com as plantas fazem desabofos.

Acontecimentos insustentáveis
netos com falta de colo.

Os amigos  irmãos, deixam nossas vidas sem entusiasmo
quando partem antes da hora,

Não se encontra alma gêmeas tão cedo
 nunca um destino esperado.

Filhos amem a vida
compartilhem dor e alegria
suas lembranças  nostalgicas.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Furos

Tiros saupicados
para todos os lados
acabou o sonho dourado.

A capacidade de querer entender
foi esgotada seu ego
 não assume a culpa,

de ter estragado parte do mundo
o absurdo está morto
sem poder de rever o erro.

Tempos marcados por desfrutes
terra em migalhas da lugar aos prédios
intoxicamos pelas máquinas modernas.

No telefone espero ouvindo
 uma repetida canção
dilata meus ouvidos.

Tomo café com pimentinha
minha vida é gasta
por pessoas queridas.


Noturno

No silêncio quase absoluto
deitado no quarto escuro
só se ouvia os suspiros
de sua dificuldade de respirar.

Na arquitetura sombria
plano de luz sobrepondo
quadro a quadro de cada cómodo
na janela um grito sonoro,

alguem pedia socorro
levantámos aos raios
de espanto, solto um assovio
e chamo a atenção do meliante,

que sai em disparate
pela estradinha deserta
da avenida Amália
uma mulher sobrevive.

De volta a calma goteja a madrugada
no relógio sem horas que não foi despresado
mesmo com o ponteiro quebrado.

Espetaculosa

Ela onça,
deixa toalha
molhada na cama,
manda como
se toca um gato
em cima do prato.

É glamurosa
coloca perfume
no decote da roupa,
ensaia um novo andar
no seu auto
de salto alto.

Meio banal faço minha arte,
rabiscos frases no quardanapo
varro a casa,, lavo pratos
cuido dos animais e da estrela bailarina.


Misericordia

Um raio dissipador que parte
 antes que a violência aconteça
e destrua toda criação divina.

Escrevo no impulso da vontade
 procuro um sentido ou razão
as vezes encontro, outras não.

A verdade discarada
se esconde atráz da falcidade
para não ser revelada
por que se for, de cara limpa
ninguem acredita.

No peito um nó de gravata
talvez dormí tentando desvendar,
esperando uma resposta,
 que a morte pudesse explicar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Baterfly

Uma alegria entrou pela sala
piscando suas asas em cor

A noite estéril e fúnebre se modificou
Ela conhecia as saídas da casa mas recusou

Na diversão fingiu não saber
aquela omissão tornou sua graça
pousada na mão foi colocada na sacada

e voltava vibrante da janela a porta suavesando
a dor da despedida que  sufocava
na pureza da senssível fada,voltava  a vida.


Madri

IN MEMÓRIA
A UM ANJO
NA TERRA PASSADO

UM CHURRASCO DE ASAS
DEPOIS DA MISSA
DE SÉTIMO DIA

LEMBRANÇAS
DA CAMA QUEBRADA
REFORÇO O ESTRADO

FICOU BOM
 PARA AS TRÊS
COSTELAS

BERMUDA DE PESCADOR
DE COR AMARELA
DOADA COM AMOR

AO MINEIRO NA PRAIA
DE PERNAS BRANCAS
E CANELAS QUEIMADAS.

Graça

Ela fala em sussurros
agudos sons detro de nós
para sermos felizes sem absurdos
faz da vida uma tristeza
querer demais da natureza.

Palavras curtas regadas ao molho
sumo do fosso que mata a sede
traz o nobre no desconforto
estímulos de amor sem paz
sem manqueios de brejeiro oprimido.

Abitar a eternidade e ver fluir alegria
sincero gesto de durabilidade
formoso prazer de se revelar
a velha morte que nunca alcançará
o quardião da palavra.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Adeus

Para os anjos está o céu
o mundo é muito cruel
para alguem como Arléte.

Era simplesmente quem facilitava
a vida na terra,com toda
 compreenção nescessária
 na difícil realidade.

Inadimissivel tamanha emboscada
fabricada por um fatídico destino
todos contrariados sem você
o mundo é mais frio.

Madrinha do simples talento
dividiu com todos seu previlégio
de ser alquém que a vida presenteou
com sua delicada presença feliz.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Algo Mais

O fogo bilha na noite
camuflados homens sem alma,

Corpos marrons rastejantes
no morro, vielas e becos.

Passam os batedores do Estado
depedram,confiscam com tanques,

Com seus fuzis constroem abismos
a banda podre infesta o topo.

A ambição é um prato sem fundo
quanto mais cheio permanece a fome,

Para  desespero do abutre,
tomam o poder e termina sem patente.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fonte Sonora

A dor que  fere
reclames intempéries arranca
em seu semblante devanesse
uma angustia facinante.

Uma estátua de mármore
na sua face se vê
persona sem fogo
adormecida na sombras.

Um punhado de dúvidas
embaraçado contemplo um piano
a experança brota macia
sua vibração preenche o vazio.

Como um pássaro
em extinção ferido
disposto a curar marcas
de um pombo caído,

 No jardim sem flor
o peito conserva dor
espinhos nodais que o atravessou,
num aldaz e alegre voou.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Antonin Artaud - Sur le suicide

Sina Confidencial

Você nasceu assim
o mundo quer abraçar
traços logorreicos no DNA,

E se derrete em deboches
para me ver esquentar
compreende só oque vem de fora
o meu caos quer ordenar.

Nesse lugar dilatado
os fragmentos são aumentados
adoradores religiosos
analfabetos desdentados
com areia constroem pantanos.

Nas lágrimas do céu
tudo vem a baixo
o choro da terra
mistura-se em lama.

Confronto no desconforto
canto poemas aos cegos
crio movimentos aos surdos
diálogo com os desprovidos da fala.

Somos capazes
se há desejo e fé,
reinventaremos o mundo
juntando seus cacos,

E preenchendo suas falha
partiremos à glória
florecendo no céu
oque saiu do lama.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Pássaro de Fogo

Derrama em razantes melódicos

soprando o cabelo vermelho da moça

carregando no braço tatoado

um Ulisses de Joece e um sorriso de criança levada.



Tento não esquecer essa imagem

um anjo caído com crista de galo

pés de unicórnio alado

no peito verde escamas de lagarto.



No impulso atonal de euforia

literal melancolia dramática

bravo concerto de flautas e baixo,

encontro orquestral para um dia sem vida.



Traços bem feitos em cores táteis

azul profundo em galhos secos

frutos de pelos entre o enrredo

recomeço Instravink em sonho,canto o trágico.

Besta

Para que correr tanto
se o dia tem 360 graus
e o ano sempre vai embora
mesmo o desejo reprimido se escapa.

Extensos em horas bestas
em horários de picos
aflora as desonrras
sigo perseguindo as paixões,


como geminiano convícto
componho homenagens a Carlos
o mestre amargo me traz um alívio
como na dureza do pai

que derreteu com o tempo
vida longa ao Sentimento do Mundo
que em vida tem apuro
Mandela é um grande querreiro.

Féu

Em dias de fúria
sou o silêncio
gritos por dentro
soturno meu ar é feito.

Dança um estrela pontiaguda
no meu cáustico estomago
bate um coração
mergulhado em ácidos.

Não imaginava chegar tão longe
mudei brutalmente de itinerário
meus nervos em poesia transformei
regreço ao mundo permaneço.

Diluentes noites lunar
consumo alegrias em taças
tiro o amargo da boca
vejo espumar o vinho brando.

Intorpessência

Impregnado de Pessoa
vejo homens com a alma fétida
que sente de dentro pra fora
um toque no cú.

E com um maço de notas
que custou seu enterro
penteia as memórias
osganizando desespero.

O pulso interno não da sucego
todo recurço resulta no medo
mem o inferno a distância
o livra do serco,

saqueadores que resgatam do fogo
só os pecadores, e nas suas bagagens
deixam para traz os pseudos pastores
que depositam a fé no pesadelo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Balada do sono perdido

No leito tenho gosto pelas beiradas
ela gosta da beira das beiradas
e de embalar no meu peito
seu sono profundo.

Com a compania dela
durmo mesmo sem sono
ela na minha cama
não tem sono que a faça dormir.

Sonambulo leio na cabeceira
um livro sem nome
lembranças do nome nunca
descosturo da boca as pregas.

Dou guarita a Jim Morrisson
entre as minhas palavras
sua musica na minha memória
ouço tocala Tame Impala.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Pequenas Atitudes (mesquinhestude)

Poemas são como nuvens
um perfume da alma que ezala
desmanchando no ar.

Nos meus sonhos abro
um livro imaginário
escritos na brisa
o conto dos pássaros.

Leio no silêncio
os ruidos da casa
sinto o gemer das paredes,

cada gota que cai incistente
 clama na janela o dia
 amanhece abundante
o primeiro sinal de Janeiro.

Como o mofo que toma
a parede branca
no decorrer das horas brandas.

Um novo ano se desabrocha
tão cedo minha boca inflama
não para de falar do impossível
no meu livro penssante.

levo o invisível oa cotidiano
para dar visão aos cegos passantes
enrredo para casais romanticos
romances para casais distantes,

compania para quem está só
alívio para quem sente dor
descanço para quem espera a volta ao pó
poesia para um sonhador.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...