sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Jogo Sujo

Complexado no sistema naveguei
um vago sentido, desnorteio deslumbrado,
sentado na roda quebrado
esperanças no jogo,devoto sujei.

Na alma do orador impecável
os pedidos são lícitos rascunhos
gorgeados de valor e causa propria
com rigor em seu suplício entreguei.

A riqueza é seu objeto patronal
                                                                 
fanatistas o desperço convençeu,                 
despresado nas esquinas e a esmo
no primor dos injustiçados me criei.

Para o filosofo falar pouco para errar menos,
e na arte o tempo é a eternidade
no mundo só tem valor se vem de dentro,
com as crianças aprendemos liberdade


 


O Pai e o Idoso

Deitado num quarto horas a fio
Venho erguido nesse mar sozinho
É assim, um incerto barco sem vela,
as sombras vai meu amigo vivendo.

A vida é assim,como sicatriz
marca no braço de quem tem coragem
e sem covardia enfrenta a luta diária,
nesse eterno recomeço.

Como as áquas do mar
inunda seus lençois,
e vai salva vidas
salvando a sua.

Nessa cama sem proa nem cais
resistindo com seu breve humor
que mesmo na dor não o perdeu,
nem o rumo e o paladar.

domingo, 22 de agosto de 2010

Sortido

Umas das outras
os pares de meias
sempre destraviam,
e com um pé faltando um par
acabamos deixando a outra prá lá.

Más a tempos observava
como elas são desamparadas
e logo isso foi corrigido
apresentando-as assim que as calço.

Que bom, elas são agora parceiras
para qualquer ocasião,sendo
pretas, brancas ou coloridas
a cor não faz a menor questão.

Junto os pares sem medo
assim tudo fica insano
se alguma sair da linha
vão se encontrar na contramão.

Prismas

Esperanças nas horas chegam
Uma grávida que se veste de branco
e descansa debaixo da árvore
Não é bem as horas que se esperam,

mas dentro do tempo
existe um estímulo que congela
a atenção, a vida querendo nos revelar
o agridoce do seu dialeto.

Fisgado no vaco do momento
sentindo a realidade pulsar
um livro te leva com o vento
poemas buscam o mar.

Talvez para se tornar conhecido
não á nada a se fazer, o mundo te conhecerá
e vão te julgar ser uma fraude
cobrarão de ti quem não é.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Passagem Suave

Uma caravana de escola em escola
carregada de carneirinhos e ovelhas
Conduzido por um camelo sereno
uma elefoua era sua compania.

Anunciando a chegada
a tromba dela subia
e bem auto entrunfava
se a ovelinha não estivesse em dia.

O camelo só buzinava
se olha-se para ele
lascava um sorriso,
ela a trombeta assuviava.

A dona onça sempre rosnava
só de penssar naquela sena,
a vizinha idosa sempre reclamava
mesmo com a audição diminuida.

Faltava leveza na sua alma
talvez a ância te conssumia
brincar um pouco te relachava
beijar o sol,sorrir com a lua
mas isso ela não percebia.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FANTASMAS

O morto deu sinal de vida,
quem não está vivo sempre aparece.
Um amor passado que nunca se esquece
para isso não tem terapias.

Gentilezas que foram poupadas
agora querem ser depois vividas
no mar que leva áquas poluidas
um dia volta a dar suas cartadas.

Invadirão as nossas vidas
as cidades submerças
embaixo dágua, neuroticos de fome
deixaram de ser tolos e saquearão a burguesia.

A segurança foi corrompida
negam comida aos desabrigados
no caos a dor te faz mudar de vida
a hospitalidade será sua vova morada,

compartilhando se constroi barracos
o pão agora é sempre dividido.

domingo, 8 de agosto de 2010

A Missão

Curvo meus olhos na dor
Os tumulos esperam a todos
Vejo desgovernados os países baixos
Embrulhado está o estomago a alma.

Insultado, relevo os fanáticos
Enfático, perdoei os severos
Insolente, gratifico os rebelados
Perene e doces são seus espiritos.

Amável senti no abraço
Auvoroço,um suspiro em coro.
Uma piramide negra na verve
O arvoredo escravisado pelas pobres cabeças.

Na casa de vidro
um corpo quebrado
só riso fácil
na agulha sem balas.

Na bagagem quase nada,
Limitado destino noturno.
Um plano bem elaborado
Pontifica os desalinhados.

As comunidades orgulhosas,
de uma cultura escarça.
Povoado em sonhos
entrego a outra face.

domingo, 1 de agosto de 2010

Esconbros

Aqui vou quardar um segredo
riscado bem escondido
no canto da casa escapo
no escuro do quarto vazio.

Senti um suspence, é o silêncio
indicando que nem tudo está quieto
baixado o santo poético
suspensa é a realidade,estou perto.

Para todos vou contar um verso
que no averço da folha escrevi
com letras pequenas e de ponta cabeça
escrito de traz para frente,pra nem todos sentir.

Não sou popular, o conteúdo preso
pouco eles escutam no intervalo da estrofe,
quando se destina demais o mundo
muito barulho desvia do foco.
Distante aprofundo
assim meu poeta encontro.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...