segunda-feira, 21 de junho de 2010

Forra

Depois de toda torrefação
já cançados os neurôneos
em nome dela sirvo do vinho
aço na salsicha e ricota temperada.

Degustando com rigor
e debruçado nas palavras
num impeto de fogo
que queima na mata.

Tomado as pressas
logo escuto
no céu da boca
uma navalha me inssulta.

O gato me olha
Mozart lá fora
E Betoven me esplora
na angustiada memória.

domingo, 13 de junho de 2010

SAMBASPALAVRAS

Omite o cabeçalho
tudo é movimento
as luzes brilham dobrado
a música tem dupla voz.

Observo as bolhas explodir
na taça a cantrolar
sax, trambone e fogos,
é a batera a tocar.

Sou puro Jazz
inproviso na vibração
trocando os passos sem ritmo
perto de mim está o chão.

Na calçada de pedra
vejo as árvores caídas
as vozes encobrem o frio
nas marquises despercebidas.

~

quarta-feira, 9 de junho de 2010

No Pauco da R:Alegre

O teatro é a vida
Escrevendo nuna velha Olivete
ouvia Sandova tocando seco
num solo de uma corda só.

Uma chuva de algodão
caía como chafaris
na cabeça com regador
as bolinhas de izopôr,
uma santa recitava
poemas de riso e dor.

Relatos de uma relação
forçada na geração
de cada filho
no intervalo de longas brigas.

Após anos e decadas de conflitos
um saldado ciumento e uma quase hip
e um amor de primos nunca esquecido.

Sou irmão de um morto
pouco depois de nascido.
Talves foi uma briga
um chute tirou-lhe a vida.

Não! disse ao leite
deixado por ele,
abaixo de mim
veio mais três.

Uma casa conturbada
todos numa desarmonia
e sempre perturbado
não asseitava
a imposição escravagista.

sábado, 5 de junho de 2010

BRAVALÉRIA

Como um beija flor
mergulhava no ar
com total leveza.

Rodopeio em cores
deixou em pedaços
todos os despeitos.

Com tal vibração,
os congelados que
não se mexeram,

acredite sentil o coração
inplodir no esqueleto
com baque de tambor.

Brilhante

 Ao som negro das Origens  Belas artes transitava  Radiantes alvéolos cintilantes  Em curvas Longe líneas esquivava Arte preta vestidos de b...