segunda-feira, 7 de março de 2011

Noturno

No silêncio quase absoluto
deitado no quarto escuro
só se ouvia os suspiros
de sua dificuldade de respirar.

Na arquitetura sombria
plano de luz sobrepondo
quadro a quadro de cada cómodo
na janela um grito sonoro,

alguem pedia socorro
levantámos aos raios
de espanto, solto um assovio
e chamo a atenção do meliante,

que sai em disparate
pela estradinha deserta
da avenida Amália
uma mulher sobrevive.

De volta a calma goteja a madrugada
no relógio sem horas que não foi despresado
mesmo com o ponteiro quebrado.

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